
Bandeira flamulando no Reichtag.
Impressões Gerais:
Seguindo a mesma regra, fiquei mais tempo em Berlim do que as pessoas geralmente ficam. Foram 6 dias na cidade, mas 4 já são suficientes pra conhecer os principais atrativos da cidade. Apesar disso, uma ida a Berlim acaba proporcionando uma parada obrigatória: Potsdam, a cidade dos reis da Prússia (mas isso é assunto pra outro post).
Tenho que dizer que a cidade em si (arquitetonicamente falando) não é das mais atrativas. Em relação a outros grandes aglomerados urbanos a cidade peca um pouco em atrações visuais, mas em outros aspectos, como histórico, dá um banho em tantas outras. Talvez esse fato se dê por conta da antiga divisão entre a Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental.
Chegada:

Estação central de Berlim.
Trem – Pra chegar à cidade fiz o percurso Praga-Berlim e trem. O percurso é considerado uma rota cênica, pois durante grande parte do caminho você tem como vista diversos lagos, rios e montanhas nevadas. A viagem dura cerca de 4h30. A estação de trem de Berlim é a Haubtbahnhof e ela já vai dar uma noção da grandeza do que está por vir. A estação é gigantesca e lá já é possível desfrutar de vários serviços (farmácia, restaurante, lojas e até exposições de arte). Eu fiz o trecho utilizando meu EuRail Pass, mas você pode comprar as passagens pela DeutschBahn (DB). Mais informações sobre esse trecho você pode encontrar no Planeta Europa.
Avião – A cidade de Berlim é atualmente servida por 2 aeroportos: Tegel e Schönefeld, sendo o primeiro o mais central (10km do centro da cidade). De lá partem ônibus para o centro da cidade e esse serviço está disponível das 5h até meia noite. Já de Schönefeld a melhor maneira de chegar até o centro é pegando um trem que parte da estação que fica a 400m do aeroporto.
Língua:
Especialmente em Berlim não existe muita dificuldade de encontrar alguém que fale inglês. Ainda assim, a dica de sempre ainda é válida, sempre peça informações aos mais jovens, em geral são eles os que melhor falam inglês. Não é muito necessário gravar frases em alemão pra ajudar, mas existem aquelas duas básicas que faz você parecer mais simpático por se esforçar: Bitte (por favor e também é uma boa pra falar antes de pedir informação) e Danke (quer dizer obrigado, apesar de existir diversas maneiras d agradecer em alemão, essa é a mais fácil… hehehe).
Clima:
Só estive na cidade no inverno e, claro, estava bem frio. Em geral Berlim é uma cidade fria, mesmo no verão a média de temperatura fica em torno de 17°C e o inverno tem temperaturas médias de −0,4 até 1,2 °C. Pra consultar uma tabela completa com as médias divididas por mês é só acessar o Viva Berlim.
Transporte:

O curioso sinal de trânsito de Berlim.
O transporte público de Berlim é excelente. A cidade possui um sistema de ônibus, tram, trem (S-Bahn em alemão) e metrô (U-Bahn). As estações são livres, não possuem catracas, mas existem máquinas em todas elas e são nessas máquinas que você deve comprar o bilhete. Elas aceitam dinheiro e cartão de crédito e débito e também permitem que você consulte o mapa da rede de transportes da cidade. Dá pra comprar em inglês e eles oferecem diversos tipos de bilhete, o melhor se você for rodar é comprar o do dia inteiro que te dá direito a usar todos os tipos de transporte da cidade. Só cuidado com uma coisa, as zonas. São 3 zonas (A, B e C) e a maioria das atrações estão nas zonas A e B, mas não custa checar antes. Agora atenção: é preciso validar esses tickets nas mesmas máquinas que você compra. Se por acaso houver alguma fiscalização e você não tiver validado seu ticket não vai ter nada que justifique… hehehe. Você pode encontrar todas as informações que precisa (regras de funcionamento, rotas, preços, baixar mapas, etc.) no site da rede de transporte público de Berlim. Ah! Também dá pra colocar um planejador de rota no seu celular.
Agora é hora de contar a história de um turista burro e mau caráter: eu. Berlim foi uma das últimas cidades da minha viagem de 2 meses e durante todo esse tempo eu não havia visto nenhuma fiscalização em nenhum meio de transporte de nenhuma cidade. Quando fui usar o transporte de Berlim vi que não havia catracas e o que eu fiz? Observei as pessoas e percebi que não havia UMA alma viva que comprava os bilhetes. Aí pensei: “bom, se ninguém compra porque é que eu iria comprar”. E foram diversos dias assim, até que em certo momento entraram umas pessoas no meu vagão (nas duas portas, ou seja, você nem tem como sair) e eu percebi que elas estavam abordando as pessoas e eu pensei “ferrou pra todo mundo” até que todos do vagão começaram a retirar cartões de transporte público… hahahaha… bom, não preciso dizer que quando os fiscais chegaram eu estava com a maior cara de tacho e tentando me fazer de desentendido, mas não tem jeito. Você pode tentar justificar, falar que não sabia ou QUALQUER outra coisa e eles te olham fixamente e ignoram o que você está falando… hehehe. Minha multa foi de 40 euros e eles foram delicados como uma porta (no final das contas ficou na mesma de ter pagado o transporte, mas não vale o constrangimento). Aprendida a lição eu comecei a comprar os bilhetes e em outro vagão também entraram fiscais e eu e meus amigos pensamos “agora eu quero ver”. Bom, o fiscal pegou nossos bilhetes e falou que a gente estava errado, pois aquele bilhete não servia pra onde a gente estava. Saímos do trem e ficamos discutindo com o cara até que a gente percebeu que ELE estava errado, provavelmente só devia querer tirar dinheiro de turista, aí falamos com ele que a gente não ia pagar nada porque ele que estava errado. Enfim, foi uma pequena confusão, mas a gente acabou não pagando nada (até porque não havia motivo). A dica é sempre ficar esperto, comprar os bilhetes corretos pra não ter risco de acontecer nenhum tipo de problema.
Alimentação:

Bratwurst mit Sauerkraut und Pommes.
Sempre que vou a algum lugar faço de tudo pra provar o máximo de pratos típicos possível e não foi diferente na Alemanha. Eu tenho uma amiga alemã e perguntei a ela sobre comida típica alemã e ela me disse que isso praticamente não existe mais, pois os jovens não gostam desse tipo de comida e realmente depois de saber isso percebi que existem poucos restaurantes que vendem esse tipo de comida e quando vendem é falando sobre “cozinha tradicional alemã” como algo diferente… hehehe. Ainda assim a culinária alemã é bem extensa e, bom, eu gostei… hehehe. Importante é comer algum dos diversos tipos de salsicha pelas quais eles são famosos. A mais gostosa pra mim é a Bratwrust e se quiser um acompanhamento típico (na verdade é um acompanhamento bem comum) você pode pedir o sauerkraut (o famoso chucrute). Outra opção bem popular é a Currywurst mit Pommes (salsicha temperada com curry acompanhada de batata frita). De sobremesa você pode pedir apfelstrudel já conhecido por nós. Enfim, as opções são diversas, o negócio é procurar um bom restaurante e escolher pelo cardápio. Vou colocar link para bons restaurantes quando atualizar o post. E pra quem tá a fim de experimentar a famosa cerveja alemã (amarga que só… hehehe), pode ir ao Hofbräuhaus Traunstein, um dos bares mais tradicionais da cidade, localizado no Sony Center (informações abaixo).
Ah! Existe uma comida típica de Berlim que possui raízes bem diferentes… hehehe. Só explicando rapidamente, existe uma colônia gigantesca de turcos morando na Alemanha e um dos pratos mais famosos dos turcos é o kebab. Pois bem, um desses imigrantes turcos chamado Mahmut Aygun, mudou a maneira de se comer o prato (antes servido com arroz) e acabou inventando o döner. O döner nada mais é que o kebab enrolado em pão pitta(parecido com pão sírio) com batata frita, molhos e salada. Esse prato ganhou tanta força que é completamente comum encontrar o döner em Istambul. É uma maneira econômica e MUITO boa de fazer suas refeições. E no caso de já ter provado no Brasil e não ter gostado, dê mais uma chance na Europa, pois é realmente muito bom e completamente diferente dos que eu comi por essas terras.
Hospedagem:

Esse não é o Wombats, só achei curioso.
Pra ficar em Berlim eu aluguei um mini apartamento no Wombats. Se não me engano eles consideravam só como um quarto privado, mas na verdade tinha sala e cozinha. O hostel é realmente muito bom e é da mesma rede que eu usei em Viena, completamente recomendado. Se estiver lotado é só dar uma olhada em outros hostels no Hostelworld ou então em hotéis no Booking.
Vida Noturna:
Antes de tudo preciso explicar que as coisas por aquelas bandas é diferente. No Brasil você não pode ser retirado de algum lugar ou mesmo impedido de entrar porque todos tem o mesmo direito, mas na Alemanha é não é bem assim. Se você não estiver vestido apropriadamente ou mesmo se as pessoas que fazem a triagem não forem com a sua cara, você é descartado, te tiram da fila ou te impedem de entrar na porta e não há choramingo que reverta a situação. Portanto, se você tá pensando em cair nas baladas da capital, é bom já levar na mala uma camisa e um sapato social (porque tênis é vestuário esportivo). Por conta disso eu acabei não saindo lá (aliás, eu saí, mas é melhor nem comentar). Só exemplificando, em Hamburgo quando saí em St. Pauli um intercambista boliviano foi impedido de entrar no estabelecimento porque tinha “cara de turco”, ou seja, o negócio é tenso.
A vida noturna de Berlim é conhecida internacionalmente. De galpões que recebem festas a skybars (bares no alto de prédios que além da badalação propiciam uma bela visão da cidade), os habitantes são ecléticos no que se refere ao tipo de música ouvida. Jazz, pop, eletro, underground, é possível achar de tudo na noite berlinense e por isso é tão complicado falar sobre todas essas opções. Mesmo quando você procura saber sobre os melhores clubes da cidade, cada site fala lugares diferentes porque são tantas opções que não há concordância sobre o assunto… hehehe. Apesar disso, a cena eletrônica é uma das melhores do mundo. Alguns lugares já possuem uma fama estabelecida como o clube Sage e o club KitKat. Mas Berlim vai muito além disso, diversos edifícios antigos e fábricas são transformados em casas noturnas de primeira como é o caso da Kulturbrauerei, o Pfefferberg, a Kalkscheune, a Brotfabrik e a Arena. A região da Friedrichstraße e de Oberbaumbrücke concentram algumas das baladas mais conhecidas da cidade. O bairro de Prenzlauer Berg também é conhecido pelos bares e clubes bacanas que estão em cada esquina. Deixo aqui alguns links para sites que trazem listas de clubes e boates em Berlim: Time Out, Guardian, Berlin Life e UOL.
Moeda e Câmbio:
Acho que nem é preciso dizer que a Alemanha usa o Euro como moeda oficial. Apesar de ser uma grande cidade, Berlim é um pouco (frisando aqui o um pouco) mais barato que as outras de mesmo porte.
Compras:

Kadewe – Segunda maio loja de departamento da Europa, só perdendo pra Harrolds em Londres.
Não se se Berlim é um paraíso das compras, mas a cidade possui diversos centros muito bons pra comprar tudo que você quiser. Kurfürstendamm é a Champs Eliseé de Berlim… hehehe… possui diversas lojas de grife. Là você também encontra coisas para nós, meros mortais, em lojas de departamento como a C&A (que é BEM pior que a do Brasil), Zara e até na KaDeWe. Um outro bom lugar pra fazer compras é no Europa Center, lá fica a loja da Niketown, por exemplo. Outra boa região pra fazer compras é a Mitte (Alexanderplatz/Friedrichstraße/Unter den Linden). Além de área turística, a região de Mitte é muito importante comercialmente. É aqui (mais precisamente na Friedrichstraße) que você vai encontrar uma filial da mais famosa das galerias francesas, a Galeria Lafayette. Se você se interessou, aconselho a imprimir os guias de compras Kurfürstendamm (Ku´damm) e Mitte.
Atrações:
- Museu de Tecnologia Alemã

Entrada do Deutsches Technikmuseum.

Exposição de miniaturas de barcos antigos.

Exposição de aviões aposentados.

Mais alguns aviões.

Evolução das máquinas fotográficas.
Gostei bem mais do que imaginei. O museu tem um grande acervo sobre a tecnologia alemã. Lá você vai encontrar de tudo, desde os avanços das máquinas fotográficas até aviões, barcos e trens. O museu tem vários andares e foi muito interessante ver dezenas de aviões de todos os tamanhos e usos.
- Zoológico de Berlim

Leão – Deu peninha.

Camelo simpático.

Uma das 500 cobras em exposição.

Só pra constar, o zoológico possui 4 espécies diferentes de elefante e eles ficam lado a lado, dá pra comparar.

Essa eu só coloquei porque foi MUITO ENGRAÇADO ver esse cara tentando convencer as girafas a ir pra gaiola na base do diálogo.

Outra cena impagável no zoo. Todo mundo tava rindo dessa macaca. Fora que parecia que o grandão tava mostrando algo pra ela… hehehe.

Dá pra ver os hipopótamos debaixo da água também, mas esqueci de fotografar.

Filhotinhos *-* Pena que estão em cativeiro.

Onça pintada em uma jaula de 4×4, isso que dava dó.

PANDAAAAAA! E eu fiz um vídeo muito legal dele.

Cadê o peixe?

Pirarucu amazônico.

Apesar da maldade, no inverno dá pra ficar pertinho assim.

Não sabia se colocava esses ou aqueles pequenos coloridos e super venenosos, ganhou o nojento… hehehe.

Tubarão sorridente.

Urso Polar em temperatura ambiente… hehehe.

Uma das partes mais legais do zoo. Ufa! Acabaram as fotos (17 de mais de 500 não é nada mau, certo?).
O Zoológico de Berlim é considerado o maior do mundo, ao menos em números de espécies. São 12,6 mil animais de quase 1400 espécies. Fomos em 2 e não ficamos nem um pouco desapontados… hehehe. Há aqui uma diferença nas visitas feitas no verão e no inverno. Bom, com a neve e o frio, a grande maioria dos animais fica abrigada em gaiolas pequenas e dá muita pena deles pra ser bem sincero porque não se encontram em ambientes amplos e que simulam a natureza. O lado bom disso (se é que dá pra dizer que esse é um lado bom) é que você pode ficar muito próximo desses animais, pois você pode chegar bem perto das gaiolas e elas não são muito grandes. Já no verão os animais estão em um ambiente muito mais propício, mas você só consegue vê-los de longe. Ah! E eu tenho que pedir até desculpa pela quantidade de fotografias, mas eu tirei tanta foto que isso foi o melhor que eu consegui selecionar… hehehe.
- Potsdamer Platz

Área mais moderna de Berlim.
Imaginava um lugar bem mais imponente, mas ainda assim é um local bem interessante, pois é a parte mais moderna de Berlim. Possui muitos atrativos na região que a rodeia (museu Dalí, Sony Center, shopping, restaurantes, cafés, etc.). Também existe uma exposição de um pedaço do muro de Berlim, mas nada muito interessante, o melhor é ir até a East Side gallery que eu vou falar mais a frente. É um local bem central e você pode caminhar até vários pontos turísticos como o Memorial do Holocausto, o Portão de Brandenburgo e o Reichstag. Essa região foi muito atingida durante as duas Guerras Mundiais e vocês podem dar uma olhada em uma foto do local antes desse período pra ter uma noção do que sobrou.
- Panoramapunkt

Potsdamer Platz.
Situado na Potsdamer Platz, desse edifício é possível ver 360º e ter vistas espetaculares dos marcos históricos mais famosos de Berlim. O preço é um pouco salgado 5,5 €, mas você pode ficar lá o tempo que quiser e ver o que já viu andando de uma nova perspectiva. E pra chegar até lá você vai andar no elevador mais rápido da Europa. Uma observação: o edifício correto fica ao lado desse (acredite, você não vai ter dificuldade de encontrar… hehehe), só coloquei pra ilustrar mesmo.
- Museu Dalí

Triste é não ter nenhuma foto melhor que essa.
Qualquer museu que possua obras de Dalí é um ponto importante em uma visita a qualquer cidade que eu pise e em Berlim há uma exposição permanente e muito boa. Não é permitido fotografar no interior, mas eu garanto que vai valer cada centavo pra quem se interessa por arte.
- Sony Center

Se prepara pra ficar com dor na coluna pra tentar enquadrar tudo.
Com uma estética futurística (e particularmente muito bonita), o Sony Center é um complexo que contém de tudo um pouco: restaurantes, bares, hotel, apartamentos de luxo, escritórios, arte, cinema (e um IMAX com tudo que tem direito), museu e até uma versão mini da Legolândia (imperdível se você tiver com alguma criança). Se alguém quiser provar carne de canguru está aí uma boa oportunidade, lá existe o Corroboree, um restaurante australiano que vende essa iguaria. Eu queria comer, mas não quiseram me acompanhar… hehehe.
- Fernsehturm (Torre de Televisão)

Vista da janela do meu quarto.
A torre de televisão é uma das visitas obrigatórias na cidade (em dias claros dá pra ver até 42km de distância), mas infelizmente vai ficar pra uma próxima pra mim. A torre é realmente muito alta (204m de altura onde os turistas podem ficar) e quem tem medo de altura talvez tenha alguns problemas. Quem comprar o Berlin Welcome Card terá desconto na entrada (que custa 12 euros sem esse desconto), e também desconto em bebidas no andar acima onde existe um restaurante giratório.
- Museumsinsel (Ilha dos Museus)

Ilha dos museus com a Torre de TV ao fundo.
O conjunto abriga uma das maiores coleções de historia antiga, agrupadas em 3 fantásticos museus, com destaque para o Pergamon Museu. Além disso, também é na ilha que se encontra a imponente catedral de Berlim. A ilha fica muito próxima a rua Unter den Linden, com outros diversos edifícios bonitos. Separe no mínimo um dia para conhecer os dois principais museus (Pergamon Museum e Neue Museum).
- Museu da História Alemã (Deutsches Historisches Museum)
O nome do museu já diz tudo, pois conta realmente a história da Alemanha de forma exemplificada através de fotos, recursos audiovisuais e textos explicativos. Muito recomendado a quem quer entender melhor a turbulenta história do país.
- Prisão de Hohenschönhausen
O passeio é principalmente feito pelos antigos os prisioneiros que já habitaram aquela prisão e isso é o que torna a visita tão interessante, pois você sabe que aquilo que o guia diz é uma história pessoal de alguém que vivenciou aquele momento. A maior parte dos passeios guiados são em alemão, mas também há em inglês. Como a prisão não fica exatamente no centro e não há muito o que fazer nas proximidades, é importante verificar no site os horários dos tours com guias que falam inglês.
- Memorial do Holocausto

Nem tente subir ou sentar, existem vários guardas no monumento e eles não são muito simpáticos.
O memorial é realmente bonito e o fato de ser algo tão grande bem no centro da cidade é algo de tirar o chapéu. O objetivo deve ser deixar bem visível para que todos se lembrem da dor que já causaram. O museu está localizado no subsolo das lápides e lá você vai encontrar mais informações sobre o ocorrido.
- Portão de Brandenburgo (Brandenburger Tor)

Dispensa apresentações.
É um dos lugares mais visitados de Berlim. O portão é um marco histórico para a Alemanha, pois apesar de ter sido construído há séculos, durante a divisão de Berlim ela voltou a ter seu sentido original, o de portão entre as partes da cidade. Hoje o portão é um dos símbolos da Alemanha unificada. É o último portão que restou de uma série de entradas da cidade construídas pelos reis da Prússia. Fica ao final da Unter den Linden, uma das principais avenidas da cidade e muito próximo ao parlamento (reichtag), ao memorial do holocausto e ao Tiergarten.
- Neues Museum

O estado de conservação impressiona.
Após a sua renovação, o museu recebeu de volta sua coleção de arte egípcia que estava provisoriamente no Altes Museum. O grande destaque do museu é o busto de Nefertiti, que se destaca entre o restante do acervo do museu. Reserve os bilhetes online para evitar as grandes filas.
- East Side Gallery

A maioria das pinturas possui significado político.

Uma das minhas pinturas favoritas.

É o maior pedaço do muro ainda de pé.

Trabi, o carro da Alemanha Oriental.
A East Side Gallery é uma parte do muro de Berlim com cerca de 1,3km e 106 pinturas de artistas de todos os lugares do mundo. Grande parte dessas pinturas remetem a divisão da cidade ou a união pós-queda do muro. Uma maneira diferente de fazer o passeio é dica é alugar uma bicicleta. O local é um pouco longe, mas de fácil acesso pelo metro.
- Checkpoint Charlie

Visão do lado americano.
O Checkpoint Charlie foi o posto de fronteira mais usado durante a separação da Alemanha. O posto que está lá não é original (esse fica no Museu Aliado).
- Catedral de Berlim (Berliner Dom)

Linda, linda.
Outra parada obrigatória de Berlim. Terminada em 1903, a catedral é o túmulo de uma dinastia inteira de reis da Prússia e hoje é um dos principais símbolos da cidade. É tão bonita no interior quanto é no exterior e visitando a cúpula você tem vistas muito bonitas da cidade. O preço pra entrar é de 7 euros, mas te dá direito a um guia de áudio. É possível entrar de graça quando estiver acontecendo cultos, entretanto não são todos que consegue, pois se virem que você não é alemão não te deixam entrar, o que eu acho um absurdo porque você, mesmo sendo turista, pode querer acompanhar um culto.
- Treptower Park

Estátua russa.
O parque Treptower é uma grande área florestal junto ao rio Spree em Berlim. Se você ler os artigos da Wikipedia do Parque Treptower e da Batalha de Berlim e vai conseguir aproveitar o memorial muito mais. É um lugar realmente monumental, lembra um pouco Szoborpark em Budapeste, pois a peça fundamental desse parque é a estátua gigante de um soldado com uma criança em seu braço e uma suástica quebrada sob seus pés. O parque fica um pouco afastado do centro da cidade e o meio mais fácil de chegar é pegar o S-Bahn. A viagem dura cerca de meia hora e quando chegar ainda vai ter que caminha um pouco até chegar ao parque e mais alguns minutos até o memorial. Cansei só de escrever… hehehe. Pra dar uma olhada na em como é o parque é só clicar aqui.
- Pergamom Museum

Altar de Pérgamo.

Portal de Ishtar
Sem dúvida um dos melhores museus da cidade. Quem quer ver tudo com calma vai precisar de um dia só pra ver esse museu… hehehe. O altar de Pérgamo, as portas do mercado de Mileto e o portão de Ishtar são os pontos altos da visita. Apesar do preço um pouco salgado (13 euros) o museu não deixa nada a desejar. Incluso nesse preço está o guia de áudio que é uma boa pra entender melhor tudo que você vai ver.
- Topography of Terror

Topography of Terror
Pra quem gosta das histórias das 1ª e 2ª guerras mundiais, esse memorial é uma parada obrigatória. Além do muro, existe uma exposição ao ar livre que mostra a ascensão e a queda do nazismo. Essa exposição conta a história por etapas, facilitando o entendimento da trajetória política do Hitler, com fotos e comentários. A entrada grátis e fica aberto até umas 22h na alta temporada. O memorial está localizado na antiga sede do quartel general da Gestapo.
- Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche (Igreja Memorial do Imperador Guilherme)

Velho e novo.

Interior da igreja construída nova.
A igreja em estilo gótico foi construída em 1890, mas um bombardeio durante a guerra a destruiu quase completamente. Só a torre ficou de pé e ao lado foi construída outra igreja em estilo moderno (que não me agradou muito… hehehe). Não acho uma das coisas mais interessantes de se ver, a única coisa legal é que ver construções destruídas dão alguma dimensão do que foi a guerra, já que geralmente tudo é reconstruído.
- Madame Tussauds

Debatendo com Angela Merkel… hahaha.

Nina Hagen.

Tirando proveito da Heidi Klum.

Grande Obama!

Anne Frank (lembrando que dá pra visitar a casa dela em Amsterdam)
Berlim também possui uma filial do museu de cera mais famoso do mundo. Achei a exposição uma das melhores (porque eu já fui em trocentos Madame Tussauds), então achei que valeu a pena. Só uma dica: pra quem quer comprar souvenir, do outro lado da rua existe uma loja bem grande só pra isso. O museu de cera fica bem próximo ao portão de Brandemburgo.
Outras informações:
- Uma das melhores coisas de Berlim é ir a Potsdam, a cidade que os reis da Prússia moravam. Não coloquei nada aqui porque vou fazer uma postagem específica pra esse local, já que é outra cidade. Mas é bem próximo de Berlim, dá pra ir e voltar no mesmo dia. Pra quem quiser mais informações eu sugiro olhar o Viaje na Viagem.
- O que foi mostrado aqui é só uma parte das atrações da cidade, mas existem diversas outras, como o Museu da banda Ramones. A entrada custa €3,50, mas há a opção de €5 que te dá uma cerveja… hahaha.
- Berlim, como já dito, é uma cidade extremamente cosmopolita, então você vai encontrar de tudo (até espetáculos da Brodway), mas uma opção bem interessante é o espetáculo do Blue Man Group. Eles possuem um espetáculo fixo em Berlim. Pra quem não sabe, o Blue Man Group é famoso por concertos e espetáculos teatrais que combinam música, comédia e elementos multimídia, resultando em uma forma muito original de entretenimento.
- Pra quem é viciado em tecnologia ou só gosta de comprar, não há lugar melhor (no mundo, talvez – só pra dar uma exagerada) que a Saturn. É uma loja de eletrônicos e afins MUITO boa. Não aconselho a visita a quem tem a mente fraca como a minha que acabou gastando 200 euros praticamente em jogos de videogame (mas a culpa é mais do Gabriel que minha, garanto).
- Há ainda alguns passes econômicos pra quem pretende ficar uma quantidade razoáve de dias e visitar muitas coisas, são eles o BerlinPass e o Berlin WelcomeCard. Quando fizer a atualização dessa postagem falo mais sobre eles.
Sites Úteis:
Site Oficial de Berlim – Toda cidade deveria ter um site desses. Tem infomações de todas as atrações possíveis. Inclusive, se você estiver em dúvida sobre como chegar em algum lugar, eles falam todas os meios de transporte que te deixam na porta das atrações.
Viva Berlim – Possui informações diversas sobre a cidade, muito bom também.