Parada Obrigatória!

Sim, infelizmente o blog está parado (lê-se PARADO, não abandonado). Infelizmente, no momento preciso me concentrar em escrever minha monografia para, aí sim, ter tempo suficiente para me dedicar aos meus projetos.

Pois é, eu ainda não consegui finalizar nenhum dos antigos posts que eu já escrevi. Existe bastante informação faltando, mas também estou criando um meio mais fácil de vocês obterem o que precisam daqui.

Quem tiver dúvida sobre qualquer coisa ainda pode deixar um comentário porque eu continuo entrando diariamente, só não estou tendo tempo de preparar uma nova postagem ou mesmo atualizar um blog antigo com mais informações e fotografias.

 

Lembrando que eu posso te ajudar com:
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Até Abril!

 

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Turquia – Capadócia

POST EM CONSTRUÇÃO, POR ENQUANTO SÓ INFORMAÇÕES BÁSICAS.

Impressões Gerais:

Mais bonito impossível.

A região da Capadócia é com certeza uma das mais surpreendentes do mundo, pois a paisagem que encontramos nessa região não é vista em nenhum outro lugar. Quando você está no lugar parece estar frequentando outro planeta. Sua importância histórica também é enorme dado ao fato dos primeiros cristãos terem vivido escondidos aqui. Eles cavavam casas, igrejas e cidades de baixo da terra para não serem pegos. Essas cavernas são vistas em toda a região, é só observar os buracos nas rochas e também podem ser vistas através de visitas guiadas.

Chegada:

Em geral os meios utilizados de se chegar à região são o avião e ônibus. Pra quem vai de avião, o aeroporto que alimenta a região é o de Nevisehir. Garanto que vai ser algo muito estranho… hehehe… o aeroporto fica no meio do absoluto NADA e eu me senti completamente perdido quando saí de lá porque dependia do meu transfer e só pensava (se essa p* não vier, o que eu vou fazer?), mas deu tudo certo. De qualquer maneira não há muito que se preocupar porque em todos os pousos existem muitas vans buscando turistas, qualquer coisa é só pagar pra entrar em uma, mas aconselho a todos já ter tudo organizado. Pra chegar lá eu voei com a Turkish Airlines (eleita a melhor companhia aérea da Europa no ano que estive lá), mas também é possível chegar lá através da “lowfare” Pégasus. Já pra quem vai de ônibus, existem rodoviárias para as 3 principais cidades turísticas na região da Capadócia: Goreme, Uçhisar e Urgup.

Língua:

Dado ao fato de serem locais muito turísticos, grande parte das pessoas falam inglês, ao menos as pessoas que lidam com os turistas. Você não vai ter dificuldade de fechar pacotes de viagem ou mesmo comprar algo em alguma loja.

Clima:

Apesar da cara desértica no local, no inverno é possível até nevar. Eu fui no inverno e não nevou, mas estava MUITO frio. No verão o clima é bem seco e você vai precisar de uma garrafa de água e bastante protetor solar pra não torrar.

Transporte:

Nem vou comentar sobre o transporte urbano. As cidades são pequenas e é possível fazer tudo a pé. Existem ônibus que ligam as cidades e, portanto, você pode tentar fazer tudo por você mesmo (mas vai ser complicado, já adianto).

Alimentação:

Um dos prazeres de viajar pela Turquia é comer. O kebab está presente em todos os lugares de diversas maneiras, entretanto há um tipo de kebab típico da região, o pottery kebab (Kebab no porte). Nada mais é que a carne e os legumes cozidos dentro de um pote de barro… hehehe. O mais legal e que depois de assado você precisa quebrar o pote. O cuidado é não estraçalhar o pote, pois eles reaproveitam. Eu só descobri isso na prática porque achei que a coisa mais divertida seria destruir completamente o pote e a mulher entrou em desespero depois da primeira porrada… hehehe. Em toda a região você também pode encontrar a maravilhosa pizza turca e o homus.

Hospedagem:

Todo o meu passeio pela Capadócia foi fechado com a Bonita Tour em Istambul. O serviço deles em geral é muito bom, a única decepção foram os hotéis. Na verdade não teria nada contra nenhum deles se não estivesse indo no inverno. Apesar de todos os lugares possuírem aquecedores, NENHUM (frisando aqui que não estou exagerando) foi o suficiente pra esquentar os quartos. Em Goreme fiquei em um hotel caverna e isso ainda foi um agravante, pois ele mantém a temperatura conversada e isso não é um bom negócio no inverno. O complicado é que essas coisas não tem como serem vistas antes de se chegar no lugar, a dica que fica aqui é CHEGAR A LIGAR O AQUECEDOR pra ver se está funcionando (alguns lugares só permitem que o aquecedor seja ligado quando fica de noite, outra coisa que me estressou).

Como já dito, as melhores cidades pra ficar durante a visita a Capadócia são Goreme, Urgup e Nevsehir. Das 3 achei Goreme a melhor, por isso fiquei lá. É nessa cidade que fica o Goreme Open Air Museum, e dá pra ir a pé a menos de 5 minutos. As outras cidades também são bons pontos, mas não possuem muitas atrações dentro da cidade (aliás, nem Goreme).

Atrações:

Primeiro preciso deixar claro que todo o meu passeio foi fechado com a Bonita Tour em Istambul. Não tive o menor problema com eles, mas o preço mais em conta de Istambul fica com a Volare Tour. Eu fiz dois passeios, o NORTHERN CAPPADOCIA TOUR e o SOUTHERN CAPPADOCIA TOUR. O grande problema é que eu não me recordo o nome de cada um dos lugares que eu visitei, então vai demorar alguns dias pro post ficar realmente completo, com todos os nomes e informações. Além disso, muitos dos locais de visita são dentro de outros, o que dificulta lembrar dos detalhes. O Selime Monastery, por exemplo, fica dentro do Goreme Open Air Museum.

Vou evitar escrever muito sobre a história do lugar por dois motivos: pra não estragar a surpresa de quando estiverem visitando e também não quero sair falando abobrinha aqui, pois tem tempo que fui até lá e não tenho 100% de certeza de confiança na minha memória… hehehe.

- Derinkuyu

Ai minha coluna!

Tudo talhado a mão.

=]

 

Foi uma das primeiras cidades subterrâneas. No passeio você vai entender o sistema de circulação de ar criados pelos habitantes pra não sufocarem. Também vão passar por toda a cidade: igrejas, casas de oração, casas, etc. É realmente muito legal, uma pena que as visitas são muito rápidas e você mal tem tempo de tirar fotografias. Ah! Quem tem problema de coluna, como eu, talvez tenha alguns problemas porque alguns setores e passagens são MUITO pequenos (feito propositalmente pra dificultar a entrada de inimigos).

- Pigeon Valley (Guvercinlik Vadisi)

Pidgeon Valley.

^^

 

O vale (que já não tem pombos) possui esse nome porque os habitantes da reunião faziam buracos para que os pombos fizessem cocô e eles pudessem usar como adubo (pois o solo da região não é dos melhores). A parada dá uma vista panorâmica muito bonita de toda a região.

- Ihlara Valley

Os buracos na parede são casas.

Vale de Ihlara.

*-*

Afresco de uma das primeiras igrejas cristãs.

Que lugar lindo! É o segundo maior vale da Europa e você passeia por dentro dele, descendo através de uma escadaria encostada no paredão. O lugar não é só bonito, é lá que você vai ver uma das mais antigas igrejas cristãs que se tem notícia. Não pode tirar foto do lugar, mas eu não resisti, afinal, sem flash não prejudica o lugar… hehehe… tenho que admitir meus problemas em respeitar ambientes proibidos de fotografar porque geralmente é só por ganância. Notem na igreja que os olhos dos afrescos foram depredados. Uns dizem que é pra prejudicar a arte mesmo por ser um local cristão e outros dizem que antes de ser tombado, o lugar era visitado por pessoas e essas tiravam os olhos como lembranças do lugar.

- Selime Monastery

Você pode ir até quase lá em cima.

Portas e janelas do monastério.

 

Outra grande construção (ou escavação, melhor dizendo) da região é o Selime Monastery. O lugar é realmente muito bonito e a vista, incrível. Vale muito a pena visitar o monastério e principalmente a igreja dentro dele.

- Goreme Open-Air Museum

É possível visitar capelas (igrejas) e mosteiros esculpidos nas formações singulares de Capadócia. Algumas “igrejas” possuem pinturas e afrescos pouco conservadas, a mais bem conservada se encontra no Karalik Kilise(The Dark Church), porém é preciso pagar entrada adicional de 8 liras turcas. O local também era usado como escola e você vai poder ver os dormitórios masculinos e femininos.

- Pasabag (Chaminés de Fadas)

Fairy Chimney

É um dos lugares com maiores exemplos das famosas chaminés de fada. É grátis e se pode caminhar por toda a área.  Há outros lugares muito bons pra se ver esse tipo de formação, como o Vale do Amor, porém esse é mais bem localizado e já fica dentro dos passeios ditos acima.

- Uchisar Castle

O castelo também foi utilizado como mosteiro e pombos levavam mensagens se forasteiros se aproximavam. Eu gostei, mas não foi dos pontos altos da minha visita, pois achei o lugar muito degradado (pela erosão, principalmente) e acabou tirando um pouco as formas do lugar.

- Passeio de Balão

Esquentando o ar.

Demooooooooora.

Consegui!

Isso é obrigatório. A Capadócia é considerada o segundo melhor lugar do mundo pra se praticar o balonismo. O passeio é incrível, é tão tranquilo que dá até sono. Achei que ia sentir adrenalina, mas foi muito calmo. A empresa que voei é a Sultan Baloons e eles são MUITO bons, muito profissionais. Chegaram tão próximos as pedras que quase dava pra colocar a mão e inclusive mostravam pra gente pessoas que não sabiam fazer os passeios, pois os balões estavam muito altos, fazendo as pessoas terem uma visão muito distante do vale. Se for no inverno,  vá muito bem agasalhado, pois você vai ser apanhado de madrugada. Eu, mesmo bem agasalhado ficava batendo o queixo… hehehe. No final do passeio tem uma comemoração com direito a vinho e um certificado (que o cara escreveu errado meu nome umas 10 vezes – e eu acabei ficando com o menos errado… hahaha).

Só uma dica, como o balonismo necessita de condições ideiais, tente marcar pra fazer o passeio no primeiro dia (ou no primeiro dia possível) depois que chegar, assim você tem tempo de remarcar pro outro dia. A empresa que eu voei não quis voar no dia que cheguei por conta dos ventos e eu acabei indo no dia seguinte (já estava cogitando atrasar a estadia mais um dia só pra fazer esse passeio). O preço do passeio é um pouco salgado, mas é aquele gasto extra necessário.

- Passeios de Quadricíclo

Vrum.

Se você ainda tiver tempo extra pode fazer passeios de quadriciclo pelos vales. É uma maneira diferente e bem divertida de ver as coisas. Mostra interesse antes de fechar a compra e vá e volte algumas vezes e o preço vai despencar pra 1\3 do que estão oferecendo. Você encontra algumas empresas próximas a rodoviária de Goreme.

OBS: Existem algumas outras formas de fazer passeios, como passeios a cavalo. Em Goreme tudo é muito fácil de encontrar, basta perguntar em alguma agência e eles vão providenciar alguém pra te levar onde precisa (mesmo não fechando com eles, são muito prestativos).

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Alemanha – Berlim

Bandeira flamulando no Reichtag.

Impressões Gerais:

Seguindo a mesma regra, fiquei mais tempo em Berlim do que as pessoas geralmente ficam. Foram 6 dias na cidade, mas 4 já são suficientes pra conhecer os principais atrativos da cidade. Apesar disso, uma ida a Berlim acaba proporcionando uma parada obrigatória: Potsdam, a cidade dos reis da Prússia (mas isso é assunto pra outro post).

Tenho que dizer que a cidade em si (arquitetonicamente falando) não é das mais atrativas. Em relação a outros grandes aglomerados urbanos a cidade peca um pouco em atrações visuais, mas em outros aspectos, como histórico, dá um banho em tantas outras. Talvez esse fato se dê por conta da antiga divisão entre a Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental.

Chegada:

Estação central de Berlim.

Trem – Pra chegar à cidade fiz o percurso Praga-Berlim e trem. O percurso é considerado uma rota cênica, pois durante grande parte do caminho você tem como vista diversos lagos, rios e montanhas nevadas. A viagem dura cerca de 4h30. A estação de trem de Berlim é a Haubtbahnhof e ela já vai dar uma noção da grandeza do que está por vir. A estação é gigantesca e lá já é possível desfrutar de vários serviços (farmácia, restaurante, lojas e até exposições de arte). Eu fiz o trecho utilizando meu EuRail Pass, mas você pode comprar as passagens pela DeutschBahn (DB). Mais informações sobre esse trecho você pode encontrar no Planeta Europa.
Avião – A cidade de Berlim é atualmente servida por 2 aeroportos: Tegel e Schönefeld, sendo o primeiro o mais central (10km do centro da cidade). De lá partem ônibus para o centro da cidade e esse serviço está disponível das 5h até meia noite. Já de Schönefeld a melhor maneira de chegar até o centro é pegando um trem que parte da estação que fica a 400m do aeroporto.

Língua:

Especialmente em Berlim não existe muita dificuldade de encontrar alguém que fale inglês. Ainda assim, a dica de sempre ainda é válida, sempre peça informações aos mais jovens, em geral são eles os que melhor falam inglês. Não é muito necessário gravar frases em alemão pra ajudar, mas existem aquelas duas básicas que faz você parecer mais simpático por se esforçar: Bitte (por favor e também é uma boa pra falar antes de pedir informação) e Danke (quer dizer obrigado, apesar de existir diversas maneiras d agradecer em alemão, essa é a mais fácil… hehehe).

Clima:

Só estive na cidade no inverno e, claro, estava bem frio. Em geral Berlim é uma cidade fria, mesmo no verão a média de temperatura fica em torno de 17°C e o inverno tem temperaturas médias de −0,4 até 1,2 °C. Pra consultar uma tabela completa com as médias divididas por mês é só acessar o Viva Berlim.

Transporte:

O curioso sinal de trânsito de Berlim.

O transporte público de Berlim é excelente. A cidade possui um sistema de ônibus, tram, trem (S-Bahn em alemão) e metrô (U-Bahn). As estações são livres, não possuem catracas, mas existem máquinas em todas elas e são nessas máquinas que você deve comprar o bilhete. Elas aceitam dinheiro e cartão de crédito e débito e também permitem que você consulte o mapa da rede de transportes da cidade. Dá pra comprar em inglês e eles oferecem diversos tipos de bilhete, o melhor se você for rodar é comprar o do dia inteiro que te dá direito a usar todos os tipos de transporte da cidade. Só cuidado com uma coisa, as zonas. São 3 zonas (A, B e C) e a maioria das atrações estão nas zonas A e B, mas não custa checar antes. Agora atenção: é preciso validar esses tickets nas mesmas máquinas que você compra. Se por acaso houver alguma fiscalização e você não tiver validado seu ticket não vai ter nada que justifique… hehehe. Você pode encontrar todas as informações que precisa (regras de funcionamento, rotas, preços, baixar mapas, etc.) no site da rede de transporte público de Berlim. Ah! Também dá pra colocar um planejador de rota no seu celular.

Agora é hora de contar a história de um turista burro e mau caráter: eu. Berlim foi uma das últimas cidades da minha viagem de 2 meses e durante todo esse tempo eu não havia visto nenhuma fiscalização em nenhum meio de transporte de nenhuma cidade. Quando fui usar o transporte de Berlim vi que não havia catracas e o que eu fiz? Observei as pessoas e percebi que não havia UMA alma viva que comprava os bilhetes. Aí pensei: “bom, se ninguém compra porque é que eu iria comprar”. E foram diversos dias assim, até que em certo momento entraram umas pessoas no meu vagão (nas duas portas, ou seja, você nem tem como sair) e eu percebi que elas estavam abordando as pessoas e eu pensei “ferrou pra todo mundo” até que todos do vagão começaram a retirar cartões de transporte público… hahahaha… bom, não preciso dizer que quando os fiscais chegaram eu estava com a maior cara de tacho e tentando me fazer de desentendido, mas não tem jeito. Você pode tentar justificar, falar que não sabia ou QUALQUER outra coisa e eles te olham fixamente e ignoram o que você está falando… hehehe. Minha multa foi de 40 euros e eles foram delicados como uma porta (no final das contas ficou na mesma de ter pagado o transporte, mas não vale o constrangimento). Aprendida a lição eu comecei a comprar os bilhetes e em outro vagão também entraram fiscais e eu e meus amigos pensamos “agora eu quero ver”. Bom, o fiscal pegou nossos bilhetes e falou que a gente estava errado, pois aquele bilhete não servia pra onde a gente estava. Saímos do trem e ficamos discutindo com o cara até que a gente percebeu que ELE estava errado, provavelmente só devia querer tirar dinheiro de turista, aí falamos com ele que a gente não ia pagar nada porque ele que estava errado. Enfim, foi uma pequena confusão, mas a gente acabou não pagando nada (até porque não havia motivo). A dica é sempre ficar esperto, comprar os bilhetes corretos pra não ter risco de acontecer nenhum tipo de problema.

Alimentação:

Bratwurst mit Sauerkraut und Pommes.

Sempre que vou a algum lugar faço de tudo pra provar o máximo de pratos típicos possível e não foi diferente na Alemanha. Eu tenho uma amiga alemã e perguntei a ela sobre comida típica alemã e ela me disse que isso praticamente não existe mais, pois os jovens não gostam desse tipo de comida e realmente depois de saber isso percebi que existem poucos restaurantes que vendem esse tipo de comida e quando vendem é falando sobre “cozinha tradicional alemã” como algo diferente… hehehe. Ainda assim a culinária alemã é bem extensa e, bom, eu gostei… hehehe. Importante é comer algum dos diversos tipos de salsicha pelas quais eles são famosos. A mais gostosa pra mim é a Bratwrust e se quiser um acompanhamento típico (na verdade é um acompanhamento bem comum) você pode pedir o sauerkraut (o famoso chucrute). Outra opção bem popular é a Currywurst mit Pommes (salsicha temperada com curry acompanhada de batata frita). De sobremesa você pode pedir apfelstrudel já conhecido por nós. Enfim, as opções são diversas, o negócio é procurar um bom restaurante e escolher pelo cardápio. Vou colocar link para bons restaurantes quando atualizar o post. E pra quem tá a fim de experimentar a famosa cerveja alemã (amarga que só… hehehe), pode ir ao Hofbräuhaus Traunstein, um dos bares mais tradicionais da cidade, localizado no Sony Center (informações abaixo).

Ah! Existe uma comida típica de Berlim que possui raízes bem diferentes… hehehe. Só explicando rapidamente, existe uma colônia gigantesca de turcos morando na Alemanha e um dos pratos mais famosos dos turcos é o kebab. Pois bem, um desses imigrantes turcos chamado Mahmut Aygun, mudou a maneira de se comer o prato (antes servido com arroz) e acabou inventando o döner. O döner nada mais é que o kebab enrolado em pão pitta(parecido com pão sírio) com batata frita, molhos e salada. Esse prato ganhou tanta força que é completamente comum encontrar o döner em Istambul. É uma maneira econômica e MUITO boa de fazer suas refeições. E no caso de já ter provado no Brasil e não ter gostado, dê mais uma chance na Europa, pois é realmente muito bom e completamente diferente dos que eu comi por essas terras.

Hospedagem:

Esse não é o Wombats, só achei curioso.

Pra ficar em Berlim eu aluguei um mini apartamento no Wombats. Se não me engano eles consideravam só como um quarto privado, mas na verdade tinha sala e cozinha. O hostel é realmente muito bom e é da mesma rede que eu usei em Viena, completamente recomendado. Se estiver lotado é só dar uma olhada em outros hostels no Hostelworld ou então em hotéis no Booking.

Vida Noturna:

Antes de tudo preciso explicar que as coisas por aquelas bandas é diferente. No Brasil você não pode ser retirado de algum lugar ou mesmo impedido de entrar porque todos tem o mesmo direito, mas na Alemanha é não é bem assim. Se você não estiver vestido apropriadamente ou mesmo se as pessoas que fazem a triagem não forem com a sua cara, você é descartado, te tiram da fila ou te impedem de entrar na porta e não há choramingo que reverta a situação. Portanto, se você tá pensando em cair nas baladas da capital, é bom já levar na mala uma camisa e um sapato social (porque tênis é vestuário esportivo). Por conta disso eu acabei não saindo lá (aliás, eu saí, mas é melhor nem comentar). Só exemplificando, em Hamburgo quando saí em St. Pauli um intercambista boliviano foi impedido de entrar no estabelecimento porque tinha “cara de turco”, ou seja, o negócio é tenso.

A vida noturna de Berlim é conhecida internacionalmente. De galpões que recebem festas a skybars (bares no alto de prédios que além da badalação propiciam uma bela visão da cidade), os habitantes são ecléticos no que se refere ao tipo de música ouvida. Jazz, pop, eletro, underground, é possível achar de tudo na noite berlinense e por isso é tão complicado falar sobre todas essas opções. Mesmo quando você procura saber sobre os melhores clubes da cidade, cada site fala lugares diferentes porque são tantas opções que não há concordância sobre o assunto… hehehe. Apesar disso, a cena eletrônica é uma das melhores do mundo. Alguns lugares já possuem uma fama estabelecida como o clube Sage e o club KitKat. Mas Berlim vai muito além disso, diversos edifícios antigos e fábricas são transformados em casas noturnas de primeira como é o caso da Kulturbrauerei, o Pfefferberg, a Kalkscheune, a Brotfabrik e a Arena. A região da Friedrichstraße e de Oberbaumbrücke concentram algumas das baladas mais conhecidas da cidade. O bairro de Prenzlauer Berg também é conhecido pelos bares e clubes bacanas que estão em cada esquina. Deixo aqui alguns links para sites que trazem listas de clubes e boates em Berlim: Time Out, Guardian, Berlin Life e UOL.

Moeda e Câmbio:

Acho que nem é preciso dizer que a Alemanha usa o Euro como moeda oficial. Apesar de ser uma grande cidade, Berlim é um pouco (frisando aqui o um pouco) mais barato que as outras de mesmo porte.

Compras:

Kadewe – Segunda maio loja de departamento da Europa, só perdendo pra Harrolds em Londres.

Não se se Berlim é um paraíso das compras, mas a cidade possui diversos centros muito bons pra comprar tudo que você quiser. Kurfürstendamm é a Champs Eliseé de Berlim… hehehe… possui diversas lojas de grife. Là você também encontra coisas para nós, meros mortais, em lojas de departamento como a C&A (que é BEM pior que a do Brasil), Zara e até na KaDeWe. Um outro bom lugar pra fazer compras é no Europa Center, lá fica a loja da Niketown, por exemplo. Outra boa região pra fazer compras é a Mitte (Alexanderplatz/Friedrichstraße/Unter den Linden). Além de área turística, a região de Mitte é muito importante comercialmente. É aqui (mais precisamente na Friedrichstraße) que você vai encontrar uma filial da mais famosa das galerias francesas, a Galeria Lafayette. Se você se interessou, aconselho a imprimir os guias de compras Kurfürstendamm (Ku´damm) e Mitte.

 Atrações:

- Museu de Tecnologia Alemã

Entrada do Deutsches Technikmuseum.

Exposição de miniaturas de barcos antigos.

Exposição de aviões aposentados.

Mais alguns aviões.

Evolução das máquinas fotográficas.

Gostei bem mais do que imaginei. O museu tem um grande acervo sobre a tecnologia alemã. Lá você vai encontrar de tudo, desde os avanços das máquinas fotográficas até aviões, barcos e trens. O museu tem vários andares e foi muito interessante ver dezenas de aviões de todos os tamanhos e usos.

- Zoológico de Berlim

Leão – Deu peninha.

Camelo simpático.

Uma das 500 cobras em exposição.

Só pra constar, o zoológico possui 4 espécies diferentes de elefante e eles ficam lado a lado, dá pra comparar.

Essa eu só coloquei porque foi MUITO ENGRAÇADO ver esse cara tentando convencer as girafas a ir pra gaiola na base do diálogo.

Outra cena impagável no zoo. Todo mundo tava rindo dessa macaca. Fora que parecia que o grandão tava mostrando algo pra ela… hehehe.

Dá pra ver os hipopótamos debaixo da água também, mas esqueci de fotografar.

Filhotinhos *-* Pena que estão em cativeiro.

Onça pintada em uma jaula de 4×4, isso que dava dó.

PANDAAAAAA! E eu fiz um vídeo muito legal dele.

Cadê o peixe?

Pirarucu amazônico.

Apesar da maldade, no inverno dá pra ficar pertinho assim.

Não sabia se colocava esses ou aqueles pequenos coloridos e super venenosos, ganhou o nojento… hehehe.

Tubarão sorridente.

Urso Polar em temperatura ambiente… hehehe.

Uma das partes mais legais do zoo. Ufa! Acabaram as fotos (17 de mais de 500 não é nada mau, certo?).

O Zoológico de Berlim é considerado o maior do mundo, ao menos em números de espécies. São 12,6 mil animais de quase 1400 espécies. Fomos em 2 e não ficamos nem um pouco desapontados… hehehe. Há aqui uma diferença nas visitas feitas no verão e no inverno. Bom, com a neve e o frio, a grande maioria dos animais fica abrigada em gaiolas pequenas e dá muita pena deles pra ser bem sincero porque não se encontram em ambientes amplos e que simulam a natureza. O lado bom disso (se é que dá pra dizer que esse é um lado bom) é que você pode ficar muito próximo desses animais, pois você pode chegar bem perto das gaiolas e elas não são muito grandes. Já no verão os animais estão em um ambiente muito mais propício, mas você só consegue vê-los de longe. Ah! E eu tenho que pedir até desculpa pela quantidade de fotografias, mas eu tirei tanta foto que isso foi o melhor que eu consegui selecionar… hehehe.

- Potsdamer Platz

Área mais moderna de Berlim.

Imaginava um lugar bem mais imponente, mas ainda assim é um local bem interessante, pois é a parte mais moderna de Berlim. Possui muitos atrativos na região que a rodeia (museu Dalí, Sony Center, shopping, restaurantes, cafés, etc.). Também existe uma exposição de um pedaço do muro de Berlim, mas nada muito interessante, o melhor é ir até a East Side gallery que eu vou falar mais a frente. É um local bem central e você pode caminhar até vários pontos turísticos como o Memorial do Holocausto, o Portão de Brandenburgo e o Reichstag. Essa região foi muito atingida durante as duas Guerras Mundiais e vocês podem dar uma olhada em uma foto do local antes desse período pra ter uma noção do que sobrou.

- Panoramapunkt

Potsdamer Platz.

Situado na Potsdamer Platz, desse edifício é possível ver 360º e ter vistas espetaculares dos marcos históricos mais famosos de Berlim. O preço é um pouco salgado 5,5 €, mas você pode ficar lá o tempo que quiser e ver o que já viu andando de uma nova perspectiva. E pra chegar até lá você vai andar no elevador mais rápido da Europa. Uma observação: o edifício correto fica ao lado desse (acredite, você não vai ter dificuldade de encontrar… hehehe), só coloquei pra ilustrar mesmo.

- Museu Dalí

Triste é não ter nenhuma foto melhor que essa.

Qualquer museu que possua obras de Dalí é um ponto importante em uma visita a qualquer cidade que eu pise e em Berlim há uma exposição permanente e muito boa. Não é permitido fotografar no interior, mas eu garanto que vai valer cada centavo pra quem se interessa por arte.

- Sony Center

Se prepara pra ficar com dor na coluna pra tentar enquadrar tudo.

Com uma estética futurística (e particularmente muito bonita), o Sony Center é um complexo que contém de tudo um pouco: restaurantes, bares, hotel, apartamentos de luxo, escritórios, arte, cinema (e um IMAX com tudo que tem direito), museu e até uma versão mini da Legolândia (imperdível se você tiver com alguma criança). Se alguém quiser provar carne de canguru está aí uma boa oportunidade, lá existe o Corroboree, um restaurante australiano que vende essa iguaria. Eu queria comer, mas não quiseram me acompanhar… hehehe.

- Fernsehturm (Torre de Televisão)

Vista da janela do meu quarto.

A torre de televisão é uma das visitas obrigatórias na cidade (em dias claros dá pra ver até 42km de distância), mas infelizmente vai ficar pra uma próxima pra mim. A torre é realmente muito alta (204m de altura onde os turistas podem ficar) e quem tem medo de altura talvez tenha alguns problemas. Quem comprar o Berlin Welcome Card terá desconto na entrada (que custa 12 euros sem esse desconto), e também desconto em bebidas no andar acima onde existe um restaurante giratório.

- Museumsinsel (Ilha dos Museus)

Ilha dos museus com a Torre de TV ao fundo.

O conjunto abriga uma das maiores coleções de historia antiga, agrupadas em 3 fantásticos museus, com destaque para o Pergamon Museu. Além disso, também é na ilha que se encontra a imponente catedral de Berlim. A ilha fica muito próxima a rua Unter den Linden, com outros diversos edifícios bonitos. Separe no mínimo um dia para conhecer os dois principais museus (Pergamon Museum e Neue Museum).

- Museu da História Alemã (Deutsches Historisches Museum)

O nome do museu já diz tudo, pois conta realmente a história da Alemanha de forma exemplificada através de fotos, recursos audiovisuais e textos explicativos. Muito recomendado a quem quer entender melhor a turbulenta história do país.

- Prisão de Hohenschönhausen

O passeio é principalmente feito pelos antigos os prisioneiros que já habitaram aquela prisão e isso é o que torna a visita tão interessante, pois você sabe que aquilo que o guia diz é uma história pessoal de alguém que vivenciou aquele momento. A maior parte dos passeios guiados são em alemão, mas também há em inglês. Como a prisão não fica exatamente no centro e não há muito o que fazer nas proximidades, é importante verificar no site os horários dos tours com guias que falam inglês.

- Memorial do Holocausto

Nem tente subir ou sentar, existem vários guardas no monumento e eles não são muito simpáticos.

O memorial é realmente bonito e o fato de ser algo tão grande bem no centro da cidade é algo de tirar o chapéu. O objetivo deve ser deixar bem visível para que todos se lembrem da dor que já causaram. O museu está localizado no subsolo das lápides e lá você vai encontrar mais informações sobre o ocorrido.

- Portão de Brandenburgo (Brandenburger Tor)

Dispensa apresentações.

É um dos lugares mais visitados de Berlim. O portão é um marco histórico para a Alemanha, pois apesar de ter sido construído há séculos, durante a divisão de Berlim ela voltou a ter seu sentido original, o de portão entre as partes da cidade. Hoje o portão é um dos símbolos da Alemanha unificada. É o último portão que restou de uma série de entradas da cidade construídas pelos reis da Prússia. Fica ao final da Unter den Linden, uma das principais avenidas da cidade e muito próximo ao parlamento (reichtag), ao memorial do holocausto e ao Tiergarten.

- Neues Museum

O estado de conservação impressiona.

Após a sua renovação, o museu recebeu de volta sua coleção de arte egípcia que estava provisoriamente no Altes Museum. O grande destaque do museu é o busto de Nefertiti, que se destaca entre o restante do acervo do museu. Reserve os bilhetes online para evitar as grandes filas.

- East Side Gallery

A maioria das pinturas possui significado político.

Uma das minhas pinturas favoritas.

É o maior pedaço do muro ainda de pé.

Trabi, o carro da Alemanha Oriental.

A East Side Gallery é uma parte do muro de Berlim com cerca de 1,3km e 106 pinturas de artistas de todos os lugares do mundo. Grande parte dessas pinturas remetem a divisão da cidade ou a união pós-queda do muro. Uma maneira diferente de fazer o passeio é dica é alugar uma bicicleta. O local é um pouco longe, mas de fácil acesso pelo metro.

- Checkpoint Charlie

Visão do lado americano.

O Checkpoint Charlie foi o posto de fronteira mais usado durante a separação da Alemanha. O posto que está lá não é original (esse fica no Museu Aliado).

- Catedral de Berlim (Berliner Dom)

Linda, linda.

Outra parada obrigatória de Berlim. Terminada em 1903, a catedral é o túmulo de uma dinastia inteira de reis da Prússia e hoje é um dos principais símbolos da cidade. É tão bonita no interior quanto é no exterior e visitando a cúpula você tem vistas muito bonitas da cidade. O preço pra entrar é de 7 euros, mas te dá direito a um guia de áudio. É possível entrar de graça quando estiver acontecendo cultos, entretanto não são todos que consegue, pois se virem que você não é alemão não te deixam entrar, o que eu acho um absurdo porque você, mesmo sendo turista, pode querer acompanhar um culto.

- Treptower Park

Estátua russa.

O parque Treptower é uma grande área florestal junto ao rio Spree em Berlim. Se você ler os artigos da Wikipedia do Parque Treptower e da Batalha de Berlim e vai conseguir aproveitar o memorial muito mais. É um lugar realmente monumental, lembra um pouco Szoborpark em Budapeste, pois a peça fundamental desse parque é a estátua gigante de um soldado com uma criança em seu braço e uma suástica quebrada sob seus pés. O parque fica um pouco afastado do centro da cidade e o meio mais fácil de chegar é pegar o S-Bahn. A viagem dura cerca de meia hora e quando chegar ainda vai ter que caminha um pouco até chegar ao parque e mais alguns minutos até o memorial. Cansei só de escrever… hehehe. Pra dar uma olhada na em como é o parque é só clicar aqui.

- Pergamom Museum

Altar de Pérgamo.

Portal de Ishtar

Sem dúvida um dos melhores museus da cidade.  Quem quer ver tudo com calma vai precisar de um dia só pra ver esse museu… hehehe. O altar de Pérgamo, as portas do mercado de Mileto e o portão de Ishtar são os pontos altos da visita. Apesar do preço um pouco salgado (13 euros) o museu não deixa nada a desejar. Incluso nesse preço está o guia de áudio que é uma boa pra entender melhor tudo que você vai ver.

- Topography of Terror

Topography of Terror

Pra quem gosta das histórias das 1ª e 2ª guerras mundiais, esse memorial é uma parada obrigatória. Além do muro, existe uma exposição ao ar livre que mostra a ascensão e a queda do nazismo. Essa exposição conta a história por etapas, facilitando o entendimento da trajetória política do Hitler, com fotos e comentários. A entrada grátis e fica aberto até umas 22h na alta temporada. O memorial está localizado na antiga sede do quartel general da Gestapo.

- Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche (Igreja Memorial do Imperador Guilherme)

Velho e novo.

Interior da igreja construída nova.

A igreja em estilo gótico foi construída em 1890, mas um bombardeio durante a guerra a destruiu quase completamente. Só a torre ficou de pé e ao lado foi construída outra igreja em estilo moderno (que não me agradou muito… hehehe). Não acho uma das coisas mais interessantes de se ver, a única coisa legal é que ver construções destruídas dão alguma dimensão do que foi a guerra, já que geralmente tudo é reconstruído.

Madame Tussauds

Debatendo com Angela Merkel… hahaha.

Nina Hagen.

Tirando proveito da Heidi Klum.

Grande Obama!

Anne Frank (lembrando que dá pra visitar a casa dela em Amsterdam)

Berlim também possui uma filial do museu de cera mais famoso do mundo. Achei a exposição uma das melhores (porque eu já fui em trocentos Madame Tussauds), então achei que valeu a pena. Só uma dica: pra quem quer comprar souvenir, do outro lado da rua existe uma loja bem grande só pra isso. O museu de cera fica bem próximo ao portão de Brandemburgo.

Outras informações:

-  Uma das melhores coisas de Berlim é ir a Potsdam, a cidade que os reis da Prússia moravam. Não coloquei nada aqui porque vou fazer uma postagem específica pra esse local, já que é outra cidade. Mas é bem próximo de Berlim, dá pra ir e voltar no mesmo dia. Pra quem quiser mais informações eu sugiro olhar o Viaje na Viagem.

- O que foi mostrado aqui é só uma parte das atrações da cidade, mas existem diversas outras, como o Museu da banda Ramones. A entrada custa €3,50, mas há a opção de €5 que te dá uma cerveja… hahaha.

- Berlim, como já dito, é uma cidade extremamente cosmopolita, então você vai encontrar de tudo (até espetáculos da Brodway), mas uma opção bem interessante é o espetáculo do Blue Man Group. Eles possuem um espetáculo fixo em Berlim. Pra quem não sabe, o Blue Man Group é famoso por concertos e espetáculos teatrais que combinam música, comédia e elementos multimídia, resultando em uma forma muito original de entretenimento.

- Pra quem é viciado em tecnologia ou só gosta de comprar, não há lugar melhor (no mundo, talvez – só pra dar uma exagerada) que a Saturn. É uma loja de eletrônicos e afins MUITO boa. Não aconselho a visita a quem tem a mente fraca como a minha que acabou gastando 200 euros praticamente em jogos de videogame (mas a culpa é mais do Gabriel que minha, garanto).

- Há ainda alguns passes econômicos pra quem pretende ficar uma quantidade razoáve de dias e visitar muitas coisas, são eles o BerlinPass e o Berlin WelcomeCard. Quando fizer a atualização dessa postagem falo mais sobre eles.

Sites Úteis:

Site Oficial de Berlim – Toda cidade deveria ter um site desses. Tem infomações de todas as atrações possíveis. Inclusive, se você  estiver em dúvida sobre como chegar em algum lugar, eles falam todas os meios de transporte que te deixam na porta das atrações.

Viva Berlim  – Possui informações diversas sobre a cidade, muito bom também.

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Espanha – Barcelona

Barcelona – Vista do Park Güel

Quando estive por lá, reservei 5 dias pra cidade que prometia muito, mas fiquei 1 dia e meio tentando resolver problemas com minha hospedagem e pelo menos mais um passando mal… hehehe… ou seja, não foi aqui um dos pontos altos da minha viagem. Isso é uma coisa importante de se pensar ao planejar sua viagem, colocar o tempo mínimo para conhecer os lugares nem sempre é uma boa, pois qualquer imprevisto pode fazer com que você não faça nada do que queria. Apesar de ter que correr pra ver grande parte do que eu queria, Barcelona é uma cidade linda e única. Claro que se encontram similaridades com outras cidades (Buenos Aires, por exemplo), mas ao menos na Europa, não vi lugar igual.

A cidade também é a capital da região da Catalunha e possui seriíssimos problemas por conta de ideais separatistas. Por isso também a cidade rivaliza bastante com Madri.
Apesar de ser conhecida pela arquitetura do modernismo, Barcelona possui uma cidade velha (ou bairro gótico) incrível.

Chegada:

Cheguei a Barcelona fazendo um vôo operado pela Ibéria. Achei os aviões muito bons, no geral. O aeroporto de Barcelona é de tirar o fôlego, completamente novo, limpo, bonito, é de impressionar.

Língua:

Todos em Barcelona falam espanhol e dá pra se virar bem arranhando um portunhol. O grande problema é a velocidade que eles falam, mas quando falam pau-sa-da-men-te, dá pra entender quase tudo. Apesar disso, o catalão também é uma língua oficial de toda a região da Catalunha.

Clima:

Barcelona é um bom lugar pra se conhecer durante o ano todo. No verão as praias ficam lotadas e o sol só sai do céu umas 9 da noite. Já no inverno, apesar dos dias acabarem cedo (ainda assim mais tarde que eu quase toda a Europa), a cidade não fica tão fria como as cidades mais ao norte da Europa, ou seja, com um casaco você já sobrevive na cidade.

Locomoção:

Aluguel de Bicicletas

Barcelona é uma cidade fácil de se locomover. O transporte público é de fácil acesso. Existe aqui também, o sistema de aluguel de bicicletas públiacas (depois coloco mais informações sobre).

Alimentação:

Uma das coisas mais importantes de se comer em Barcelona são os famosos tapas. Eu não sabia muito bem o que eram os tapas e quando cheguei no restaurante percebi que podia ser qualquer coisa… hehehe… simplificando, tapas são aperitivos.

Hospedagem:

O único lugar que tive problemas com hospedagem na minha vida foi em Barcelona. Fechei o hostel pelo hostelworld que é sempre confiável, mas não sei se não vi a avaliação direito ou o que houve, mas quando cheguei no lugar era um prédio em construção, sem aquecedor no quarto, a água era fria e por aí vai. Fomos falar coma unia pessoa que estava no lugar (a faxineira) e ela ficou tão revoltada quanto a gente porque dizia que o lugar não tinha condições de receber ninguém. Ela mesma conversou com o dono (que não queria fazer nada) e o convenceu que a gente precisava sair de lá e foi a melhor coisa que aconteceu. Ele acabou pedindo desculpas e nos transferiu para um apartamento grande no bairro gótico (que não era nossa área de preferência). Como tudo não são flores, quando chegamos as pessoas que estavam no apartamento antes de nós tinham quebrado tudo (inclusive a TV de plasma), mas eles foram lá e arrumaram tudo pra gente. Apesar dos problemas, no final das contas foi uma coisa muito boa porque como passamos mal em Barcelona, o local era o melhor possível no quesito conforto e tranqüilidade.

Câmbio:

A Espanha faz parte da União Européia e possui como moeda corrente o Euro. Apesar disso, é um lugar “barato” pra se viajar, pois as coisas são significativamente mais em conta que em países como França e Alemanha.

Atrações:

- Bairro Gótico:

Passarela na Calle del Bisbe

Foi aqui que eu fiquei hospedado. Não era minha primeira opção, mas eu acabei gostando. É o local mais antigo da cidade e onde hoje estão os edifícios administrativos da cidade. É um dos must-see em Barcelona e um lugar muito agradável de conhecer porque você faz tudo passeando. É legal ver o Palau de La Generalitat, Casa de La Ciutat, a Catedral de Barcelona e o Palau Reial (Palácio Real)

- Catedral de Barcelona

Fachada da Catedral

Nave central

Ali embaixo fica o túmulo

Incrivelmente bonita por dentro, a Catedral abriga o sarcófago de santa Eulália e aqui eu preciso fazer uma observação: Foi aqui que eu comecei a perceber a exploração da igreja católica em tudo que é possível. A cripta fica em um local onde pouca iluminação consegue alcançar, portanto, se você quiser dar uma olhada no túmulo você precisa PAGAR para acender a luz do local. Sério, fiquei indignado. Antes cobrasse a entrada, mas pagar pra acender a luz? Enfim, essa foi só a primeira de muitas… hehehe.

Sarcófago de Santa Eulália

Nos arredores da Catedral existe um outro prédio (que eu ainda não descobri o nome) que também pertence a Catedral e é muito bonito por dentro. Tem um jardim central e o resto é como uma igreja.

Ainda vou descobrir o nome do lugar.

- Palácio Real

Fundado no século 13, era residência dos Condes-reis de Barcelona. Lá você pode ver o Salô del Tinell que possui arcos góticos de 17m de altura. É lá também que se encontra a capela de Santa Ágata que possui uma pintura de Jaume Huguet no teto. É claro que, a atração principal do museu, na verdade, é a visita ao subsolo onde é possível ver as ruas e praças antigas através das passarelas.

- Ramblas

Apesar de ser só uma rua, as Ramblas possuem um movimento constante de pessoas (de dia e de noite) e é um ótimo lugar para se comer, fazer compras e passear. É um dos lugares que se pode ver como é a vida em Barcelona. O local é cheio de vendedores ambulantes, músicos, mímicos, estátuas-vivas, leitores de tarô, etc. O mais engraçado é que você não pode cair na besteira de falar português perto de uma dessas pessoas porque a maioria é brasileiro… hehehe.
Andando nos arredores você pode ver o Palau Guell, uma mansão construída por Gaudí. Além disso, o Mercat de Sant Josep, mais conhecido como “La Boqueria” também é um ótimo lugar pra dar uma volta e comer algo. No outro lado das Ramblas fica a Placa Reial que fica abarrotada de pessoas (você pode descer no metrô Liceu ou Drassanes que dá no mesmo porque fica na metade do caminho dos dois).

- Basílica de Santa Maria del Mar

Essa teve que ficar de fora por conta dos problemas, mas é a única igreja completamente em estilo gótico catalão.

- Museu Picasso

Um pouco difícil de encontrar.

O museu abriga 3000 peças criadas por Picasso desde sua adolecência. Nem precis dizer que é parada obrigatória pra quem é fã de Picasso. Eu amo arte, mas acabei não gostando muito do museu, pois a maioria das obras são desenhos e esboços que ele fez ainda muito jovem e antes de ter todas as características que conhecemos. O lugar que o museu está é meio complicadinho de chegar, melhor dar uma olhada no google maps antes.

- Vila Olímpica

Como o próprio nome diz, toda a área foi construída para as Olimpíadas de 1992 e mudaram a cara do lugar. Próximos aos dois arranha-céus construídos para abrigar os atletas e do Port Olímpic ficam restaurantes, lojas, bares e muitas das boates mais bem frenquentadas da cidade.

- Barceloneta

Marina

O melhor point pra quem vai no verão, Barcelona é a principal praia da cidade. Infelizmente no inverno o que dá pra fazer é dar uma volta pela praia e nos arredores pra conhecer… hehehe. Só lembrando que no verão o sol fica até cerca de 9 horas da noite na Espanha, ou seja, é praia dia e noite.

- Quadrat d’Or (La Pedrera)

La Pedrera

É uma área de cerca de cem quarteirões que os melhores artistas modernistas construíram diversos edifícios. Pra quem não tem tanto interesse em arquitetura, o quarteirão mais importante é da Illa de La Discórdia. Além disso, um dos edifícios mais conhecidos de Gaudí, a Casa Milá, La Pedrara e a Casa Batló também ficam por lá (no Passeig de Grácia). Infelizmente a Casa Milá estava fechada pra visitação quando estive lá, mas a Casa Batló estava aberta e é um passeio bem interessante porque o cara era muito doido… hehehe.

Acho essas varandas sensacionais.

Interior do edifício

Os apartamentos são identificados por símbolos. E se pedir delivery?

Dá pra ir até o telhado. Reparem na chaminés loucas que ele inventou.

- Sagrada Família

Fachada Sul

Fachada Norte

Detalhes da fachada norte.

Talvez o cartão postal mais conhecido da cidade, a Sagrada Família está em construção desde 1883. É a obra prima de Gaudí que ficou recluso lá por 14 anos. O lugar é incrível, poucas coisas me impressionaram como essa igreja. Visite a parte que mostra as inspirações de Gaudí para criar o edifício, é impressionante como ele se apodera das formas da natureza pra criar.

Um exemplo das inspirações de Gaudí.

É permitida a visita por todo o prédio, mesmo com tudo em construção e não tem nada lá dentro que não seja impressionante: o teto é surreal, os vitrais são lindos e a luz que passa por eles invadindo a igreja é impressionante.

Uma pena que a foto ficou tão mal tirada (tinha muita gente querendo passar).

Efeitos do vitrais. Mal posso esperar pra ver tudo pronto.

Detalhes do teto.

Interior todo em construção.

Mais legal ainda é que você pode subir até o topo das torres subindo os 265431146832 degraus (se prepare). E se você tem medo de altura, nem tente, eu não tenho e fiquei com cagaço (por falta de palavras que expressassem melhor o que eu senti… hehehe).

Tem que ter disposição!

Vista da metade da torre (ainda faltava um bocado).

Quase no topo.

- Montjuic

É um local repleto de museus, galerias de arte, parques de diversão, boates, enfim, é o centro de lazer de Barcelona. Também acabei não conseguindo visitar por conta dos imprevistos. Aconselha-se ir de dia e de noite pra usufruir de tudo que o lugar em a oferecer. No topo você pode visitar o Castell de Montjuic, construído no século 18.

- Fundação Joan Miró

Todo o acervo foi doado pelo próprio artista. Nem preciso dizer que é parada obrigatória pra quem gosta do estilo surrealista de Miró.

- Museu Nacional de Arte da Catalunha

Construído para a Exposição Internacional em 1929, o Palau Nacional agora é o lar de obras valiosas da arte catalã. Uma curiosidade é que no museu ficam afrescos que estavam em diversas igrejas e foram retirados para evitar danos por conta da poluição.

- Parc Güell

Entrada do Parque

Projeto de Gaudí.

:D

Sala das 100 colunas que na verdade são 85.

:D

Sentado no maior banco do mudo.

No topo do Parque.

Mais uma das obras de Gaudí e patrimônio da humanidade pela UNESCO, o Park Guell abrange uma área de 20 hectares. O lugar possui diversos pontos importantes: a sala das cem colunas que é um salão sustentado por 84 pilares tortos.. hehehe… o maior bando do mundo todo decorado com mosaicos, as duas casas da entrada que parecem a casa de doce da história de João e Maria e a casa-museu Gaudí que na verdade não foi construída por ele. É interessante visitar a casa porque tudo no interior foi criado por Gaudí, incluindo a mobilha que é bem… exótica.

Casa que Gaudí viveu.

Mobília de Gaudí.

- Tididabo

Uma região que eu acabei não conhecendo, mas que me pareceu extremamente interessante já que tem um parque de diversões no alto do morro. O Parc d’Atraccions fica a 517m de altura e ainda possui seus brinquedos de quando foi aberto (1908), mas claro, todos reformados. Também conta com brinquedos da década de 80 e dizem que a altura faz o medo triplicar… hehehe. Lá você também encontra o Museu d’Automates que nada mais é que um museu tecnológico cheio de brinquedos eletrônicos e robôs.

- Aquário

*-*

Dragão-Marinho

Corais.

Tanque de tubarões.

Peixe-lua, fiquei de cara quando vi.

Apesar de não estar nos guias, foi um dos meus programas preferidos. O aquário de Barecelona é cheio de espécies do mundo todo e muito divertido pra quem gosta de animais.

- Torre Agbar

=]

Depois de ver várias fotos da Torre Agbar iluminada e toda colorida, decidi colocar uma visita noturna no meu roteiro. Foi bem difícil chegar lá e o caminho a noite não era dos mais convidativos. Quando cheguei estava quase anoitecendo, então fiquei esperando até que ficou de noite e nada das luzes coloridas. Resolvi entrar no prédio e perguntar que horas a torre ia se iluminar como nos cartões postais e a recepcionista riu e disse que a torre só fica daquele jeito e datas especiais (natal, ano novo, etc). Nem preciso dizer da raiva que bateu, né?

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