Dinamarca

Dinamarca – Copenhague

Chegando!

A Dinamarca, é um país escandinavo situado a sudoeste da Suécia, ao sul da Noruega e delimitado no sul pela Alemanha.
É uma monarquia constitucional (coisa que eu só fui descobrir quando estava lá) com um sistema parlamentar de governo.
O país é membro da União Europeia, mas nunca aderiu ao euro. Também possui o mais alto nível de igualdade de riqueza do mundo.

Copenhague (København, em dinamarquês) é a cidade mais populosa do país foi o destino da minha viagem. Só como curiosidade, só quando fui escrever o blog que vi a maneira correta de escrever o nome da cidade em português… hehehe. Antes achava que era Copenhagen, mas estava errado, portanto não estranhem. Foram 4 dias muito bem passados na capital da Dinamarca  mas pra quem possui um cronograma mais apertado, acho que em 2 dias é possível ver as principais atrações do lugar.
Ela e a cidade sueca de Malmö estão em processo de conurbação em uma área metropolitana comum, ou seja, se quiser dar uma esticadinha até a Suécia a oportunidade está aí. Uma das coisas que mais chama atenção  na viagem é a utilização da energia eólica pelos dinamarqueses. Pra onde você olha é possível ver os moinhos transformando vento em energia.

Não consegui tirar nenhuma foto que prestasse

Clima:

O inverno não é muito frio (ok, é difícil um brasileiro pensar assim). A temperatura média de janeiro e fevereiro é de 0 °C. O verão é fresco, com uma temperatura média em agosto de 15,7 °C. Eu fui no inverno e, de verdade, não senti frio. Usava uma calça jeans, uma camisa e um bom casaco e foi um dos lugares mais tranquilos em relação a clima que já fui. Você pode dar uma olhada no clima em outras épocas do ano no Weather.com.

Chegada:

No ferry

Estava na Alemanha e fui ir de ônibus por ter o preço mais em conta que eu encontrei. Ao contrário do que eu esperava, não era luxuoso, mas tinha bastante espaço para as pernas. Saí de Hamburgo e a passagem custou 100 euros (facaaaaaaaaada) e o mais absurdo é que era mais barato sair de Berlim, mesmo sendo mais longe. A viagem demora cerca de 6 horas e é bem tranquila. O ônibus faz uma parte do trajeto por terra e depois entra em um ferry (trens também entram e foi uma coisa bizarra ver um trem entrando em um navio), então boa parte do percurso você faz, na verdade, de ferry. A passagem de ônibus foi comprada com a Eurolines na rodoviária de Hamburgo.
OBS: Após deixar o ferry, a viagem de ônibus é retomada e eles vão te deixar perto da estação de trem de Copenhague. Na chegada não faça como eu e se desespere por achar que está perdido, pois depois de conhecer a cidade percebi que lá não é o fim do mundo, então consulte o mapa antes de sair de casa.

Pra quem vai chegar de avião: O Aeroporto de Copenhagen é o principal aeroporto da cidade, sendo também o maior da Escandinávia e um dos 17 maiores da Europa. O aeroporto localiza-se na ilha de Amager, a cerca de quinze minutos do centro da cidade. A localização também faz com que o aeroporto sirva a região sul da Suécia. O Aeroporto de Copenhague ganhou o prêmio de “O melhor aeroporto da Europa” quatro vezes e de “O melhor aeroporto do mundo” duas vezes, sendo considerado um dos sete melhores aeroportos do mundo e o melhor da Europa.

Língua:

A língua oficial é o Dinamarquês. É similar ao sueco e ao norueguês  Aliás, não é só na língua que esses países possuem proximidade, a própria história deles mostram laços e culturas entrelaçadas. Todos os dinamarqueses, ou quase isso, falam inglês muito bem. Do vendedor de cachorro quente ao staff do hotel, todos falam tão bem que acho que entendi melhor o inglês deles que dos próprios ingleses (e isso não foi uma piada).

Locomoção:

Quase na China… huaeuhae

Em todos os 4 dias meu transporte foi o meu pé. A única vez que peguei ônibus foi simplesmente por preguiça.
Como o centro de Copenhague é pequeno e as atrações turísticas não ficam longe uma das outras, com alguma disposição pode-se visitar tudo andando. Embora a cidade disponha de ótimo transporte público, boa parte do povo, já que a cidade é plana, prefere mesmo utilizar a ecológica bicicleta. Há na cidade um sistema de bicicletas públicas. É só você depositar uma moeda de 30 kronos e ela é sua (não pra sempre, claro). E vc não precisa se preocupar com segurança no trânsito e nenhuma dessas coisas, a vida em 2 rodas está completamente adaptada a cidade e você é respeitado como veículo.

Compras:

Maior rua de pedestres da Europa

A Dinamarca, pra mim, não é um paraíso de compras. As coisas são absurdamente caras pra nós meros brasileiros… hehehe… mas se você tem bala na agulha pra isso, a Strøget é uma rua de lojas sem fim e um dos pontos obrigatórios da cidade. Quando estiver andando por lá, aproveite pra comprar seus souvenires, essas lojinhas são escassas por lá.

Câmbio:

A moeda da Dinamarca é a coroa dinamarquesa. Todo dinheiro que utilizei foi trocado no ferry indo para Copenhague.  Fora isso, usei o cartão de crédito. A questão é que também não usei muito dinheiro porque as coisas são BEM caras. Um souvenir custava cerca de 15 euros, sério, doía pensar em comprar. Um chaveiro de chapéu viking custava 8 euros, ou seja, cerca de 20 reais. Prepare o seu bolso verificando a cotação.

Alimentação:

Fransk Dog, delícia *-*

Como qualquer outra grande cidade, Copenhague tem todas as opções da cozinha internacional: indiana, chinesa  italiana, tailandesa, etc. O negócio é procurar o que mais te apetece. A comida local que você não pode deixar de provar é o Fransk Dog (foto acima). Não é nada mais que um cachorro quente de linguiça recheada com queijo, mas JURO que é uma das coisas que eu mais sinto falta de todos os lugares que eu já fui e olha que foram só duas vezes, infelizmente. Você pode comprar em qualquer entrada da Strøget. Uma coisa não exatamente típica da Dinamarca, mas bem diferente, são as balas de Lakritz (mais conhecido como alcaçuz), prove por você mesmo, prefiro não opinar… hahahaha… elas são pretas e muitas vezes vem em formato de pneu de bicicleta (façam suas deduções quanto ao sabor). Também não deixe de provar Carlsberg, a cerveja local, apesar dela já ser vendida no Brasil… hehehe. Outro lugar interessante é o bar Mikkeller que faz cervejas artesanais e vai mudando as combinações periodicamente.

Hospedagem:

Generator Hostel. É só o que tenho a falar. Hostel perfeito, aliás, perfeito pra quem não quer badalação. É daqueles hostels com cara de hotel. O café não é incluso e sinceramente você ganha mais comendo algo diferente fora de lá. Os quartos tem um espaço razoável, muito limpos, e o hotel é muito bem localizado. A diária fica entre 70 e 200 reais, dependo do tipo de acomodação que você escolher. Pois é, we are not in Kansas anymore. Salgado, mas é o preço de se viajar em um dos países com maior IDH do mundo. Se não gostar do perfil do lugar ou estiver procurando outro tipo de acomodação, é só ir na caixa de Acomodações na barra direta dessa página.

Segurança:

Tópico até dispensável mas mantido porque como somos brasileiros sempre precisamos dessa informação. Posso dizer que se tem um lugar que eu me senti seguro na vida foi em Copenhague. Os níveis de criminalidade são mínimos, mesmo nos crimes comuns contra turistas como o roubo de carteira.

Atrações:

- Nyhavn (Porto Novo)

Antigos bordéis

*-*

Essa região já foi do céu ao inferno. Teve seu início em uma época de ouro de muito comércio e prosperidade. Depois das guerras napoleônicas se tornou um lugar mal frequentado, repleto de tavernas baratas, frequentado por prostitutas e por marinheiros de todos os cantos do mundo. O mais ilustre morador dessa região foi o famoso escritor dinamarquês Hans Christian Andersen que viveu nos números 18 e 20.

- Amalienborg Slotsplads

A rainha tava em casa

A praça abriga o palácio real de Amalienborg e uma bela igreja de mármore. O bairro que se desenvolveu em suas imediações é hoje a região mais elegante da cidade. O palácio ainda é a residência oficial da rainha da Dinamarca.

- Strøget

Essa rua, a maior de pedestres da Europa, corta boa parte do centro histórico de Copenhague  Fica movimentada durante todo o dia e é lotada de restaurantes, bares e principalmente lojas. É onde amigos se reúnem e as pessoas se sentam com suas enormes canecas de cerveja para conversar ou assistir ao espetáculo dos músicos de rua. Lá você pode visitar uma coisa típica da Dinamarca: a loja da Lego.

Meu vício de criança

- Rosenborg (Palácio das Rosas)

Um doa lugares mais lindos que eu já fui

Rosenborg

Tem até uma ponte pra entrar

O palácio fica aberto todos os dias de Maio até Outubro das 10 da manhã às 4 da tarde. No inverno o castelo fechas as segundas e também fecha mais cedo. A entrada custa 80 KR e inclui a visita ao tesouro real. Pra tirar fotos é necessário pagar mais 20 KR.

Definitivamente um dos lugares mais espetaculares da cidade. Foi erguido pelo rei Christian IV a partir do começo do século XVII, em estilo Renascentista Holandês. Lá é possível conhecer todo o interior do castelo, seus móveis e toda a decoração original. Além disso, há uma exibição separada para as jóias e tesouros da coroa.

Queria uma… =/

Pode chegar tão pertinho!

Cetro real

Brilha MESMO

Foi meu lugar favorito em Copenhague. Atenção: Cuidado para não levar susto com as caricatas pinturas reais.

Cadê a beleza?

É no palácio também que você vai pode ver o trono do rei e os famosos leões de prata.

Leão de prata

Tronos reais

O palácio fica em meio a um jardim muito agradável onde os dinamarqueses se encontram no verão para conversar e tomar sol.

Jardins

Deu branco no nome dela =x

Ao lado do palácio


- Kastellet

Kastellet

Kastellet e seu formato estranho

Essa fortificação de tijolinhos vermelhos rodeada por um parque, foi construída no começo do século XVI para proteger a cidade. Adorei o lugar, só tomei um susto quando em um determinado momento apareceu um guarda, gritou STOP, apontou a arma pra mim e me mandou voltar… até hoje fico meio atordoado com o acontecido, principalmente porque não entendi o motivo. Ah! Há um moinho de vento em suas imediações.

- Den Lille Havfrue (A Pequena Sereia)

É pequena MESMO

O ícone de Copenhague (e eu ainda me pergunto o porquê). Personagem de um dos contos do dinamarquês Hans Christian Andersensen, a estátua fica junto ao mar, perto de Kastellet. Vá, mas não crie muitas expectativas. Só situando sobre a importância de Hans pra literatura, ele é o autor de várias histórias que conhecemos através dos filmes da Disney.

- Rundetarn (A Torre Redonda)

A torre

Torre construída por Christian IV com o objetivo de ser um observatório. É possível subir até o topo por uma extensa rampa em espiral.

Para entrar é necessário pagar 25 KR (adultos) e 5 KR (crianças 5 – 15 anos). De maio até setembro a torre abre das 10h da manhã às 8h da noite. No resto do ano o local está aberto das 10h da manhã até as 5h da tarde.

- Nationalmuseet (Museu Nacional)

Utensílio viking

Múmias

Colar viking

Runas! Tive orgasmos nessa hora

Escudos vikings

Museu mais importante e completo da cidade. Há um pouco de cada parte da história: Pré-Historia, Idade Média, Renascimento, Antiguidades do Oriente Médio, e principalmente uma larga coleção de artefatos Vikings (incluindo múmias, navios, armas, utensílios, etc). Voltaria lá só pra ver mais do museu. A entrada é franca e é permitido tirar fotos.

- Tivoli

Tivoli

Outro símbolo da cidade. É considerado o primeiro grande parque de diversões não itinerante do mundo. “Dotado de brinquedos de todos os tipos, de montanha russa a carrossel infantil, passando por verdadeiras máquinas capazes de mudar seu figado de lugar, o Tivoli ocupa um imenso parque com laguinhos e arvoredos, restaurantes, passarelas, bares, quiosques de alimentação, além de palcos ao ar livre para representação de concertos. Se for visitar o Tivoli reserve pelo menos uma tarde inteira para isso. Uma boa ideia é estender sua visita até o anoitecer quando as luzes do parque são acesas.” (via Manual do Turista). O Tivoli fica aberto de Abril até Setembro, ou seja, eu não o conheci. Existe uma programação especial para o Halloween e o Natal. Pra saber mais informações é só acessar o site clicando no nome do hotel ali em cima. A entrada custa 95 KR para adultos (sendo que adultos são pessoas a partir dos 8 anos).

- Cristiânia

Mural na entrada

Depois do portal não pode mais tirar foto

Cristiânia é uma comunidade hippie (na verdade, nem sei se esse é o termo certo) no meio da cidade. É uma local “livre” e que supostamente as leis e regras sociais não se aplicam a essa área. Há hoje cerca de 850 moradores, muitos deles artistas, ativistas e arquitetos culturais de mente aberta.. A visita é extremamente interessante por mostrar um lado desconhecido tanto da cidade, quanto da vida em geral. As drogas são vendidas abertamente (e CARAMBA eu nunca vi uma montanha de maconha tão grande como lá – aliás, pensando melhor foi a única que vi na vida), portanto, se você é chegado na coisa, é pra lá que você deve ir. Tenho que falar que minhas expectativas eram completamente diferentes da realidade que encontrei. Honestamente o local parece mais uma zona de guerra do que um lugar de “paz e amor”, mas é sério, não deixe de ir.
OBS: É proibido tirar fotos no interior da comunidade.

- Ópera de Copenhague

Ópera

Playhouse

A Ópera de Copenhague é uma daquelas construções de tirar o fôlego. A modéstia passou longe. É possível ver a programação acessando o site (é só clicar no nome acima das fotos). Passando por lá, dê uma olhada na Royal Playhouse também.

Outra informações:

1) Partindo do Nyhavn há tours de barco pelos canais da cidade. Você encontra informações sobre preços e horários no site do Canal Tours.

2) Visit Copenhagen é o site oficial de turismo da cidade. É muito completo e lá você pode encontrar mais informações sobre os locais aqui falados e também outros que eu não pude visitar.

3) Pra quem tem ainda mais tempo, outros lugares interessantes são o Bairro Árabe e Vesterbro (um bairro que há desde sex shop a bares super modernos e descolados).

4) O AOK é um site com tudo que está acontecendo na cidade e sua programação cultural. Não consegui encontrar versão em inglês, mas dá pra traduzir a página.

Categorias: Europa, Dinamarca | Tags: , , , , | 19 Comentários

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